RESULTADO: pesquisa sobre os comportamentos de uso de computadores, smartphones e/ou tablets para acessar formatos de conteúdos relacionados à TV

O post anterior do blog foi dedicado à Pesquisa sobre os comportamentos de uso de computadores, smartphones e/ou tablets para acessar formatos de conteúdos relacionados à TV. Agora, apresento abaixo as características da ferramenta que foi utilizada para a coleta de dados (questionário online) e os resultados obtidos através da mesma.

Utilizou-se um questionário online, com o objetivo de selecionar participantes para as sessões de entrevistas semiestruturadas da minha tese de doutorado. Indi Young, no livro Mental models: aligning design strategy with human behavior, afirma que é possível, a partir da rede pessoal de contatos do pesquisador, recrutar participantes para as sessões de entrevistas. A autora também ressalta que é preciso assegurar-se de que cada pessoa escolhida é realmente qualificada para a entrevista. E a melhor forma para fazer isso é através de um screener, ou seja, uma lista de perguntas que o potencial entrevistado responde. Através destas respostas, a participação da pessoa na pesquisa será qualificada ou desqualificada.

A utilização do screener na forma de um questionário foi escolhida por ser uma técnica barata (o questionário pode ser copiado e distribuído para quantas pessoas o pesquisador julgar necessário), eficaz para reunir dados de uma grande população (amostra) e versátil (pois o questionário pode ser utilizado em qualquer estágio do processo de pesquisa). Além disso, a técnica oferece a vantagem adicional de ser um instrumento livre dos efeitos do pesquisador, ou seja, ele não precisa estar presente enquanto os respondentes preenchem o questionário.

De acordo com Mike Kuniavsky, no livro Observing the user experience: a practitioner’s guide to user research, o questionário consiste em um conjunto de questões que fornece uma maneira estruturada de indagar uma grande quantidade de pessoas sobre como eles descrevem quais são seus interesses e quais são as suas preferências.

Este questionário foi construído com base em uma estrutura que buscava reduzir o esforço do respondente na hora de preencher as respostas, assegurar que todos os temas de interesse do pesquisador fossem tratados e manter a vontade do respondente em continuar até o final. Além disso, a ordem das perguntas seguiu um passo a passo, indo dos itens mais fáceis para os itens mais complexos, do mais geral para o mais específico, do menos delicado para o mais delicado e do menos pessoal para o mais pessoal. O questionário, portanto, apresentou as perguntas através de uma aproximação em funil, começando com uma questão bem ampla e, progressivamente, estreitando o escopo das perguntas, até chegar a alguns pontos muito específicos. Também foram utilizadas uma série de questões filtro, que excluem uma sequência específica de perguntas que são irrelevantes para determinados respondentes.

A quantidade e a ordem das perguntas foram pensadas com a intenção de fazer com que a pesquisa parecesse breve, de forma a reduzir os esforços físico e mental requeridos e, consequentemente, aumentando as chances de maximizar a quantidade de respostas. Vale ressaltar que se o questionário for longo demais, irá causar fadiga e desinteresse nos respondentes. Se for curto demais, corre o risco de não oferecer informações suficientes para o pesquisador. Mike Kuniavsky, também no livro Observing the user experience: a practitioner’s guide to user research, recomenda o uso de 20 a 30 perguntas no questionário, com um tempo de 20 a 30 minutos de duração. A leitura das instruções deve durar 5 minutos. Cada pergunta deve durar de 30 segundos (pergunta fechada) a 60 segundos (pergunta aberta) para ser respondida. Logo, manter o questionário com 20 perguntas dá uma boa margem de segurança para o pesquisador. Questionários que tomam mais de 20 ou 30 minutos para serem respondidos, dão a sensação de serem um fardo para o respondente.

A extensão adequada de um questionário está entre assegurar que não fique tão longo a ponto de assustar e desmotivar os entrevistados a respondê-lo e que cubra toda a gama de informações necessárias para aquela pesquisa.
(Fonte: Metodologia de pesquisa – do planejamento à execução, de Louis M. Rea e Richard A. Parker)

Todas as questões do questionário foram fechadas, ou seja, para cada pergunta apresentou-se um número de alternativas e solicitou-se que o respondente marcasse a opção que ele considerava mais apropriada (ou solicitava-se que ele registrasse sua resposta em uma escala que estivesse de acordo com a sua opinião). Segundo Hartmut Günther, no artigo Como elaborar um questionário, deve-se usar questionários fechados quando existem muitos respondentes, pois são mais fáceis e mais rápidos de responder, não requerem escrita e mais questões podem ser perguntadas dentro de um intervalo de tempo, além de mais coisas poderem ser realizadas com uma determinada soma de dinheiro.

Hartmut Günther também relata que do ponto de vista da padronização das perguntas e do potencial para transcrever as respostas, instrumentos online têm grande potencial. Além disso, são mais rápidos e mais baratos, porque eliminam os custos com entrevistador (survey pessoal ou por telefone), papel, impressão ou selo (survey pelo correio). Por conta disso, decidiu-se criar um questionário online utilizando a ferramenta do Google Drive, distribuindo o link para responder o mesmo através de email, redes sociais (como Facebook, Twitter e LinkedIn) e listas ou grupos de discussões sobre televisão, vídeo sob demanda, segunda tela, transmídia, design, arquitetura de informação, etc.

Acreditava-se que essa distribuição por meio da internet aumentaria a chance do questionário online alcançar mais pessoas com perfis variados. Potencialmente, qualquer tipo de pessoa conectada à internet poderia acessar a ferramenta e responder cada uma das perguntas.

A versão final do questionário online apresentou 18 perguntas para os seus respondentes, com questões a respeito do comportamento de uso de televisão, computadores, tablets, smartphones e sobre o consumo dos conteúdos que podem ser acessados através destes aparelhos (tanto os conteúdos relacionados à televisão quanto os conteúdos não relacionados). Apresenta-se esta lista de perguntas abaixo. Vale lembrar que as opções de respostas eram fechadas e oferecidas através de escalas ou múltipla-escolha.

  1. Você assiste televisão?
  2. Você costuma utilizar a internet para acessar formatos de conteúdo relacionados à TV?
  3. Quais os temas relacionados à TV que você tem mais interesse?
  4. Quais formatos de conteúdo relacionados à TV você costuma acessar?
  5. Com que frequência você utiliza os dispositivos da lista abaixo para acessar conteúdos relacionados à televisão?
  6. Você costuma acessar a internet ao mesmo tempo que a TV?
  7. Quais atividades você realiza na internet ao mesmo tempo que a TV?
  8. Você aceitaria participar de uma entrevista sobre os comportamentos de uso de computadores, smartphones e/ou tablets para acessar formatos de conteúdos relacionados à TV?
  9. Qual o seu nome?
  10. Qual o seu email?
  11. Qual o seu telefone?
  12. Qual o seu sexo?
  13. Qual a sua idade?
  14. Qual o seu grau de escolaridade?
  15. Qual a sua ocupação principal?
  16. Por favor, indique a quantidade de cada item de conforto que você possui no seu domicílio:
  17. A água utilizada no seu domicílio é proveniente de?
  18. Considerando o trecho da rua do seu domicílio, você diria que essa rua é:

O questionário online ficou disponível na internet durante 2 meses (de novembro de 2014 até janeiro de 2015). Ao longo deste período, foi respondido por 156 pessoas. Durante o tempo em que esteve disponível e aberto para o recebimento de respostas, alguns ajustes pontuais foram realizados, com base no feedback de alguns participantes, com a intenção de melhorar a ferramenta. O texto de introdução, por exemplo, estava muito longo e oferecendo o risco de espantar algumas pessoas (antes mesmo delas responderem as perguntas), em função da quantidade de detalhes do mesmo. Sendo assim, este texto foi ajustado, passando a ficar com um tamanho reduzido e mais sucinto.

A análise dos resultados do questionário online indicou que 53% (n=156) dos respondentes eram do sexo masculino e 47% (n=156) do sexo feminino (figura 1). Em relação à faixa etária (figura 2), 43% (n=156) dos respondentes tinham entre 31 – 40 anos de idade e 32% (n=156) dos respondentes tinham entre 20 – 30 anos de idade.

Sobre o nível de instrução (figura 3), 44% (n=156) dos respondentes haviam feito cursos de especialização ou MBA e 63% (n=156) dos respondentes eram empregados em tempo integral de uma empresa ou instituição (figura 4).

RESULTADO: pesquisa sobre os comportamentos de uso de computadores, smartphones e/ou tablets para acessar formatos de conteúdos relacionados à TV - Figura 1
Figura 1: gênero dos respondentes do questionário online (n=156).

RESULTADO: pesquisa sobre os comportamentos de uso de computadores, smartphones e/ou tablets para acessar formatos de conteúdos relacionados à TV - Figura 2
Figura 2: faixa etária dos respondentes do questionário online (n=156).

RESULTADO: pesquisa sobre os comportamentos de uso de computadores, smartphones e/ou tablets para acessar formatos de conteúdos relacionados à TV - Figura 3
Figura 3: nível de instrução dos respondentes do questionário online (n=156).

RESULTADO: pesquisa sobre os comportamentos de uso de computadores, smartphones e/ou tablets para acessar formatos de conteúdos relacionados à TV - Figura 4
Figura 4: ocupação dos respondentes do questionário online (n=156).

Quanto à classificação econômica, os indivíduos relataram possuir determinada quantidade de itens de conforto nos seus domicílios que, de acordo com o índice do Critério Brasil divulgado pela ABEP – Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, os classifica (em sua maioria) como pertencentes à classe social B1.

Sobre o comportamento de consumo de televisão, 92% (n=156) dos respondentes afirmaram que assistem TV (figura 5) e 81% (n=156) disseram que costumam utilizar a internet para acessar conteúdos relacionados à TV (figura 6). Os temas correlatos à televisão que as pessoas têm mais interesse (figura 7) são filmes (67% – n=156), seriados (60% – n=156) e notícias (51% – n=156).

RESULTADO: pesquisa sobre os comportamentos de uso de computadores, smartphones e/ou tablets para acessar formatos de conteúdos relacionados à TV - Figura 5
Figura 5: respondentes do questionário online que assistem televisão (n=156).

RESULTADO: pesquisa sobre os comportamentos de uso de computadores, smartphones e/ou tablets para acessar formatos de conteúdos relacionados à TV - Figura 6
Figura 6: respondentes do questionário online que utilizam a internet para acessar conteúdos relacionados à televisão (n=156).

RESULTADO: pesquisa sobre os comportamentos de uso de computadores, smartphones e/ou tablets para acessar formatos de conteúdos relacionados à TV - Figura 7
Figura 7: temas relacionados à TV que mais interessam aos respondentes do questionário online (n=156).

Entre os conteúdos relacionados à TV que os respondentes acessam (figura 8), 40% (n=156) são vídeos, 40% (n=156) são sinopses dos programas ou episódios, 37% (n=156) são notícias relacionadas aos programas, 34% (n=156) são curiosidades sobre os programas, 34% (n=156) são horários dos programas e 33% (n=156) são aplicativos dos programas ou dos canais de TV.

RESULTADO: pesquisa sobre os comportamentos de uso de computadores, smartphones e/ou tablets para acessar formatos de conteúdos relacionados à TV - Figura 8
Figura 8: conteúdos relacionados à TV mais acessados pelos respondentes do questionário online (n=156).

Se os resultados acima forem classificados de acordo com as categorias de formatos de conteúdos relacionados à TV a que pertencem, conforme apresentado na tabela 1 abaixo, percebe-se que os formatos de conteúdo em vídeo e os formatos de conteúdo estendidos se destacam, como é possível observar nas tabelas 2 e 3.

FORMATOS DE CONTEÚDOS DESCRIÇÃO EXEMPLOS PONTOS DE CONTATO
Conteúdos em vídeo Pequenos trechos de vídeos (especialmente editados para a internet, exibindo uma parte de um programa de TV ou de um filme) ou íntegras (vídeos completos de um programa de TV ao vivo ou sob-demanda, além de filmes)
  • Catálogos de vídeos
  • Trechos de vídeo
  • Vídeos embed (inseridos na página)
  • Vídeos na íntegra
  • Aplicativos/sites com foco em vídeos (ex: YouTube, Netflix ou Globosatplay)
  • Aplicativos/sites de notícias/matérias
  • Aplicativos/sites de redes sociais
  • Aplicativos/sites de transmissões de eventos
  • Blogs
Conteúdos de segunda tela Significa acessar a internet e usar a TV ao mesmo tempo. É um formato de conteúdo que complementa ou se relaciona com o que está sendo exibido naquele momento
  • Biografias
  • Comentários/posts em redes sociais
  • Escalações de times
  • Estatísticas
  • Ficha técnica
  • Fotos
  • Letras de músicas (shows ao vivo)
  • Multicâmeras (outros ângulos de uma transmissão)
  • Placares de jogos
  • Tabelas de classificação
  • Votações em um programa ao vivo
  • Aplicativos/sites de bases de dados de TV
  • Aplicativos/sites de canais/programas de televisão
  • Aplicativos/sites “companion”
  • Aplicativos/sites de redes sociais
Conteúdos estendidos Funcionam como uma extensão, na internet, dos canais de televisão, uma vez que aprofundam as informações que passaram na TV
  • Conteúdos extras
  • Críticas ou comentários
  • Curiosidades
  • Enquetes, trívias ou quizzes
  • Ficha técnica
  • Fotos
  • Horários e/ou grade de programação
  • Infográficos
  • Jogos/games
  • Materiais exclusivos
  • Notícias
  • Sinopses
  • Aplicativos/sites de canais de TV
  • Aplicativos/sites de grade de programação
  • Aplicativos/sites de notícias sobre TV
  • Blogs especializados em TV
Conteúdos temáticos Está menos associado com o que é exibido na TV. São conteúdos que, para serem consumidos, não necessitam que as pessoas assistam ao canal ou programa de TV (antes e/ou durante o acesso à internet), nem tenham qualquer tipo de relação com o mesmo (a relação das pessoas é apenas com o tema do canal ou programa – ex: esportes, humor, moda, música, gastronomia, viagem, etc.)
  • Artigos e matérias
  • Dicas e tutoriais
  • Infográficos
  • Jogos/games
  • Materiais exclusivos
  • Aplicativos/sites verticais (ou seja, que aprofundam um tema)
  • Aplicativos/sites de redes sociais, com foco no tema

Tabela 1: descrição dos diferentes formatos de conteúdos relacionados à televisão, alguns exemplos desses conteúdos e seus pontos de contato com os usuários que os consomem através de computadores, smartphones e/ou tablets conectados à internet.

FORMATOS DE CONTEÚDOS QUAIS CONTEÚDOS RELACIONADOS À TV VOCÊ COSTUMA ACESSAR?
Formatos de conteúdos em vídeo
  • Vídeos: 40%
Formatos de conteúdos de segunda tela
  • Biografia de atores e personagens: 26%
  • Fotos dos atores, bastidores, cenários, etc.: 22%
  • Ficha técnica dos programas: 19%
  • Estatísticas de eventos esportivos: 16%
Formatos de conteúdos estendidos
  • Sinopse dos programas ou episódios: 40%
  • Notícias relacionadas aos programas: 37%
  • Curiosidades sobre os programas: 34%
  • Horários dos programas: 34%
  • Aplicativos dos programas ou dos canais de TV: 33%
  • Biografia de atores e personagens: 26%
  • Conteúdos extras dos programas: 25%
  • Fotos dos atores, bastidores, cenários, etc.: 22%
  • Críticas ou comentários sobre os programas: 22%
  • Ficha técnica dos programas: 19%
  • Infográficos relacionados aos programas: 6%
  • Jogos relacionados aos programas: 3%
  • Enquetes, trívias ou quizzes relacionados aos programas: 3%
Formatos de conteúdos temáticos
  • Notícias relacionadas aos programas: 37%
  • Dicas e tutoriais oferecidos pelos programas: 13%
  • Infográficos relacionados aos programas: 6%
  • Jogos relacionados aos programas: 3%

Tabela 2: formatos de conteúdos relacionados à TV que os respondentes do questionário online costumam acessar.

TIPO DE CONTEÚDO PORCENTAGEM DE ACESSO FORMATO DE CONTEÚDO
Vídeos 40% Vídeo
Sinopse dos programas ou episódios 40% Estendido
Notícias relacionadas aos programas 37% Estendido
Notícias relacionadas aos programas 37% Temático
Curiosidades sobre os programas 34% Estendido
Horários dos programas 34% Estendido
Aplicativos dos programas ou dos canais de TV 33% Estendido
Biografia de atores e personagens 26% Segunda tela
Biografia de atores e personagens 26% Estendido
Conteúdos extras dos programas 25% Estendido
Fotos dos atores, bastidores, cenários, etc. 22% Segunda tela
Fotos dos atores, bastidores, cenários, etc. 22% Estendido
Críticas ou comentários sobre os programas 22% Estendido
Ficha técnica dos programas 19% Segunda tela
Ficha técnica dos programas 19% Estendido
Estatísticas de eventos esportivos 16% Segunda tela
Dicas e tutoriais oferecidos pelos programas 13% Temático
Infográficos relacionados aos programas 6% Estendido
Infográficos relacionados aos programas 6% Temático
Jogos relacionados aos programas 3% Estendido
Jogos relacionados aos programas 3% Temático
Enquetes, trívias ou quizzes relacionados aos programas 3% Estendido

Tabela 3: os formatos de conteúdo em vídeo e os formatos de conteúdo estendidos se destacam entre os respondentes do questionário online que acessam conteúdos relacionados à TV por meio de smartphones, tablets e computadores.

Em relação aos dispositivos mais utilizados para acessar os conteúdos relacionados à televisão (figura 9 – n=156):

  • 33% dos respondentes utilizam smartphone todo dia e 21% utilizam várias vezes por semana.
  • 24% dos respondentes utilizam computador portátil todo dia e 18% utilizam várias vezes por semana.
  • 14% dos respondentes utilizam computador de mesa todo dia e 15% utilizam várias vezes por semana (ou seja, 31% das pessoas relataram que não utilizam este dispositivo).
  • 6% dos respondentes utilizam tablet todo dia e 10% utilizam várias vezes por semana (ou seja, 38% das pessoas relataram que não utilizam o dispositivo).

RESULTADO: pesquisa sobre os comportamentos de uso de computadores, smartphones e/ou tablets para acessar formatos de conteúdos relacionados à TV - Figura 9
Figura 9: dispositivos mais utilizados pelos respondentes do questionário online para acessar conteúdos relacionados à televisão por meio da internet (n=156).

Sobre o costume de acessar a internet ao mesmo tempo que a TV (figura 10), 85% (n=156) dos respondentes afirmaram fazer isso para realizar (prioritariamente) as seguintes atividades (figura 11): acessar redes sociais (78% – n=156), checar email (75% – n=156), navegar em sites que não têm relação com o que está passando na TV (65% – n=156) e fazer buscas (57% – n=156). Vale ressaltar que embora as pessoas estejam usando a televisão e a internet ao mesmo tempo, as atividades em cada mídia não têm relação entre elas (são atividades de uso simultâneo multitarefa ao invés de complementares).

RESULTADO: pesquisa sobre os comportamentos de uso de computadores, smartphones e/ou tablets para acessar formatos de conteúdos relacionados à TV - Figura 10
Figura 10: respondentes do questionário online que utilizam a internet e a televisão ao mesmo tempo (n=156).

RESULTADO: pesquisa sobre os comportamentos de uso de computadores, smartphones e/ou tablets para acessar formatos de conteúdos relacionados à TV - Figura 11
Figura 11: atividades realizadas na internet ao mesmo tempo que a TV – os respondentes do questionário online apresentam um comportamento de uso simultâneo multitarefa (n=156).

Sobre a vontade de participar da próxima etapa da minha pesquisa de doutorado, houve uma quantidade enorme de voluntários para as sessões de entrevistas semiestruturadas. Mais de 94 pessoas (60% dos respondentes) indicaram que gostariam de participar. Destas 94 pessoas, 25 foram entrevistadas. Mas isso é assunto para um próximo post – rs rs rs rs rs… 😉

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