Resultado da pesquisa sobre sites responsivos vs. sites mobile

O site responsivo se adapta à largura dos browsers em diferentes dispositivos a partir de uma única URL, enquanto o site dedicado é comumente precedido pela letra “m” ou pela palavra “mobile” na sua URL. Outro dia eu escrevi o post Site mobile responsivo ou site mobile dedicado: qual escolher?, onde argumentei sobre as vantagens e as desvantagens de cada uma dessas opções. No entanto, por mais que tivesse tentado embasar as minhas opiniões a partir de referências bibliográficas, continuava achando uma questão difícil de ser respondida. Como cada opção possui prós e contras, e ambas podem funcionar para a maioria dos projetos de sites para smartphones, eu tinha interesse em ouvir a opinião de quem projeta esses sites.

Por isso, há alguns meses, eu montei um questionário on-line para entender como os arquitetos de informação, os designers de interfaces e/ou os programadores enxergavam a seguinte questão: qual opção é melhor para criar um site que será visualizado em smartphones – um site responsivo ou um site dedicado?

Apresento, a seguir, os resultados e as conclusões desse questionário on-line.

OBJETIVO DO QUESTIONÁRIO

Entender a visão e coletar as opiniões dos arquitetos de informação, designers de interfaces e programadores sobre as vantagens, desvantagens e a preferência pelos sites responsivos (se adaptam à largura dos browsers, em diferentes dispositivos e a partir de uma única URL) e pelos sites dedicados (comumente precedido pela letra “m” ou pela palavra “mobile” na sua URL).

DISTRIBUIÇÃO DO QUESTIONÁRIO

O questionário on-line permaneceu disponível durante o período de 2 semanas (de 27/05/2013 até 10/06/2013). A divulgação desse questionário foi realizada através de:

  • Blog: publicação do post Pesquisa sobre sites responsivos vs. sites mobile, com 102 visualizações e 49 compartilhamentos (42 no Facebook, 2 no LinkedIn e 5 no Google+). 
  • Redes sociais: publicação nas timelines do Facebook, Twitter, LinkedIn e Google+. 
  • Lista de discussão: mensagem enviada para a lista IAI-pt (lista de discussão do Instituto de Arquitetura de Informação), composta por profissionais de UX e programadores. 
  • Grupo do Facebook: questionário divulgado no grupo sobre Design responsivo, com 1.462 membros, na época (quando esse post foi publicado, o grupo já havia aumentado e contava com 2.459 membros).
  • E-mail: grupo de programadores (client-side e server-side) da área de tecnologia de mídias digitais da Globosat.

ESTRUTURA DO QUESTIONÁRIO

As perguntas do questionário foram distribuídas através de 5 agrupamentos, com questões sobre as vantagens e desvantagens dos sites responsivos, as vantagens e desvantagens dos sites dedicados, a preferência por sites responsivos ou dedicados, o perfil dos respondentes e a experiência dos respondentes no projeto de sites responsivos ou dedicados.

Observação: as perguntas marcadas com * eram questões filtro (que, dependendo da resposta escolhida, escondiam dos respondentes uma sequência de perguntas que eram irrelevantes para eles).

Perguntas sobre as vantagens e as desvantagens dos sites responsivos

1. Você acha que o site responsivo para smartphones possui vantagens? *
1.1. Por favor, descreva quais são as vantagens do site responsivo para smartphones.
2. Você acha que o site responsivo para smartphones possui desvantagens? *
2.1. Por favor, descreva quais são as desvantagens do site responsivo para smartphones.

Perguntas sobre as vantagens e as desvantagens dos sites dedicados

3. Você acha que o site dedicado para smartphones possui vantagens? *
3.1. Por favor, descreva quais são as vantagens do site dedicado para smartphones.
4. Você acha que o site dedicado para smartphones possui desvantagens? *
4.1. Por favor, descreva quais são as desvantagens do site dedicado para smartphones.

Perguntas sobre a preferência por sites responsivos ou por sites dedicados

5. Se você tivesse que começar agora o projeto de um site para smartphones, qual opção escolheria (responsivo/dedicado/depende)?
6. Por favor, justifique sua resposta

Perguntas sobre o perfil dos respondentes

7. Qual o seu sexo?
8. Qual a sua idade?
9. Qual a sua ocupação principal (empregado/freelancer/outros)? *
9.1. Qual o seu cargo/função (arquiteto de informação/designer de interfaces/programador/outros)?

Perguntas sobre a experiência dos respondentes no projeto de sites responsivos ou sites dedicados

10. Você possui quanto tempo de experiência no projeto de sites para smartphones (independente de serem responsivos/dedicados)? *
10.1. Você já projetou site(s) responsivo(s) para smartphones?
10.2. Você já projetou site(s) dedicado(s) para smartphones?

PERFIL DOS PARTICIPANTES

Quantidade de respondentes e gênero

Resultado da pesquisa sobre sites responsivos vs. sites mobile: sexo dos respondentes

  • Número total de participantes da pesquisa: 84 pessoas. 
  • Participantes do sexo masculino: 63 pessoas (75%). 
  • Participantes do sexo feminino: 21pessoas (25%).

Idade dos respondentes

Resultado da pesquisa sobre sites responsivos vs. sites mobile - Idade dos respondentes

  • 26 a 30 anos: 28 pessoas (33%).
  • 31 a 35 anos: 23 pessoas (27%).
  • 36 a 40 anos: 14 pessoas (17%).
  • 21 a 25 anos: 11 pessoas (13%).
  • 20 anos ou menos: 4 pessoas (5%).
  • 46 anos ou mais: 1 pessoa (1%).

Ocupação principal dos respondentes

Resultado da pesquisa sobre sites responsivos vs. sites mobile - Ocupação principal dos respondentes

  • Empregado (integral) de empresa/instituição: 64 pessoas (76%).
  • Empregado (parcial) de empresa/instituição: 4 pessoas (5%).
  • Freelancer: 8 pessoas (10%).
  • Outra atividade: 8 pessoas (10%). Por exemplo: estudante, professor, PJ, empresário, etc.

Cargo/função dos respondentes

Resultado da pesquisa sobre sites responsivos vs. sites mobile - Cargo/função dos respondentes

  • Arquiteto de informação: 25 pessoas (33%).
  • Designer de interfaces: 20 pessoas (26%).
  • Programador: 14 pessoas (18%).
  • Outra função: 17 pessoas (22%). Por exemplo: professores de IHC, gerentes de contas, consultores de UX, analistas de sistemas, gerentes de projetos, planejamento, etc.

Tempo de experiência profissional dos respondentes

Resultado da pesquisa sobre sites responsivos vs. sites mobile - Tempo de experiência profissional dos respondentes

  • 5 anos ou mais de experiência: 16 pessoas (19%).
  • 2 anos de experiência: 16 pessoas (19%).
  • 1 ano de experiência: 14 pessoas possuem (17%).
  • 3 anos de experiência: 9 pessoas (11%).
  • Menos de 1 ano de experiência: 8 pessoas possuem (10%).
  • 4 anos de experiência: 7 pessoas (8%).
  • Nunca projetaram sites para smartphones: 14 pessoas (17%).

Experiência prévia dos respondentes no projeto de sites responsivos ou sites dedicados

Resultado da pesquisa sobre sites responsivos vs. sites mobile - Tempo de experiência dos respondentes no projeto de sites responsivos ou sites dedicados

  • Já projetou sites responsivos: 59 pessoas (84%).
  • Já projetou sites dedicados: 51 pessoas (73%).

RESULTADOS DO QUESTIONÁRIO

A partir da análise de todas as respostas, foi possível classificar as opiniões dos participantes a partir de agrupamentos específicos, divididos nas seguintes categorias:

  • Adaptação da interface.
  • Branding.
  • Conteúdo.
  • Desenvolvimento e manutenção.
  • Peso dos arquivos.
  • SEO.
  • URL.

Vantagens dos sites responsivos

Entre os participantes, 80 pessoas (95%) apontaram vantagens na abordagem responsiva. As categorias que mais se destacaram (por quantidade de repetições das respostas) foram:

  1. Desenvolvimento e manutenção (apenas 1 código para construir e manter).
  2. Conteúdo (mais completo e mais consistente entre diferentes dispositivos).
  3. URL (só possui 1 endereço, mais fácil para favoritar e compartilhar, além de ser melhor para SEO).
  4. Adaptação da interface (funciona em qualquer dispositivo).

Desvantagens dos sites responsivos

Entre os participantes, 58 pessoas (69%) apontaram desvantagens na abordagem responsiva. As categorias que mais se destacaram (por quantidade de repetições das respostas) foram:

  1. Peso dos arquivos (são iguais ou maiores do que a versão desktop do site – enquanto as redes mobile são mais lentas do que a banda larga).
  2. Conteúdo (não é adaptado para uma experiência mobile e/ou foge do seu contexto).
  3. Desenvolvimento e manutenção (mais difícil de aprender, mais demorado para implementar e mais complexo).

Resultado da pesquisa sobre sites responsivos vs. sites mobile - Vantagens e desvantagens dos sites responsivos

Os respondentes com a palavra (transcrição de algumas opiniões sobre as vantagens e/ou desvantagens dos sites responsivos):

“Facilita o desenvolvimento e a manutenção, por ter apenas uma URL. No mundo ideal, seria a solução. Mas o trabalho ainda é grande e cheio de incertezas”.

“As vantagens da abordagem responsiva são mais para os desenvolvedores do que para os usuários”.

“Nos smartphones, o foco deve ser nas funções que o usuário precisa de informações pontuais. E isso é mais fácil de ser previsto quando o projeto é realizado de forma separada”.

“Pode ficar muito extenso e não direcionado ao público-alvo. Tarefas no smartphone e no desktop são diferentes e (no responsivo) mostramos recursos que o usuário não está interessado”.

No apêndice 2, é possível consultar uma compilação das opiniões de programadores, arquitetos de informação e designers de interfaces sobre as vantagens e desvantagens dos sites responsivos.

Vantagens dos sites dedicados

Entre os participantes, 56 pessoas (67%) apontaram vantagens na abordagem dedicada. As categorias que mais se destacaram (por quantidade de repetições das respostas) foram:

  1. Conteúdo (simplicidade de navegação e informações otimizadas para smartphones).
  2. Peso dos arquivos (muito mais leves do que a versão desktop e carregam rapidamente).
  3. Desenvolvimento e manutenção (mais fácil e mais rápido de construir).

Desvantagens dos sites dedicados

Entre os participantes, 58 pessoas (69%) apontaram desvantagens na abordagem dedicada. As categorias que mais se destacaram (por quantidade de repetições das respostas) foram:

  1. Desenvolvimento e manutenção (mais uma versão para construir e manter).
  2. URL (a duplicação do endereço é ruim para favoritar e compartilhar).
  3. SEO (a URL duplicada piora a indexação do conteúdo).
  4. Branding (nem sempre segue a identidade visual do desktop).
  5. Adaptação da interface (só funciona em um tipo de dispositivo).

Resultado da pesquisa sobre sites responsivos vs. sites mobile - Vantagens e desvantagens dos sites rdedicados

Os respondentes com a palavra (transcrição de algumas opiniões sobre as vantagens e/ou desvantagens dos sites dedicados):

“Independência do tema desktop… Com isso, é possivel usar mais recursos do device, sem se preocupar com crossbrowser”.

“Permite criar uma experiência focada na plataforma, o que pode proporcionar ganhos em usabilidade”.

“Onde passar o traço de mobile? Se temos um site mobile e um site desktop, onde se divide isso? Um tablet de 7 polegadas é o quê?”.

“Você tem que fazer versões para tipos de aparelhos diferentes. Mas vale a pena, pois você está adequando ao contexto de uso e fornecendo a melhor experiência para o usuário”.

No apêndice 2, é possível consultar uma compilação das opiniões de programadores, arquitetos de informação e designers de interfaces sobre as vantagens e desvantagens dos sites dedicados.

Preferência por sites responsivos ou sites dedicados

Resultado da pesquisa sobre sites responsivos vs. sites mobile - Preferência por sites responsivos ou sites dedicados

Se os respondentes tivessem que começar agora o projeto de um site para smartphone, eles indicaram as seguintes preferências:

  • Preferem responsivo: 46 pessoas (55%).
  • Depende do objetivo do site: 34 pessoas (40%).
  • Preferem dedicado: 4 pessoas (5%).

Os respondentes com a palavra (transcrição de algumas opiniões sobre a preferência em relação aos sites responsivos ou aos sites dedicados):

“Eu escolheria a opção que conseguiria agregar mais valor ao meu cliente”.

“Um site pequeno justifica um projeto responsivo, tanto para banda larga quanto para 3G. Um portal já não é uma boa escolha, por conta das nossas conexões”.

“Dá para se fazer bons sites responsivos através do Fundation, Bootstrap ou HTML5. Mas ainda não se consegue total efeito em todas as resoluções, diferente de um site mobile nativo e específico para dispositivos móveis, que se adequa bem mais às diferentes resoluções”.

“Devices diferentes requerem experiências diferentes. A pessoa no PC não deve ter a mesma experiência no dispositivo móvel”.

No apêndice 3, é possível consultar uma compilação das opiniões de programadores, arquitetos de informação e designers de interfaces sobre as suas preferências pelos sites responsivos ou pelos sites dedicados.

CONCLUSÕES

A maioria dos participantes (51 pessoas – 60%) está na faixa etária entre 26 e 35 anos. São pessoas mais maduras e com uma certa experiência de mercado. Além disso, a maioria dos participantes indicou já ter participado de projetos de sites responsivos (59 pessoas – 84%) e sites dedicados (51 pessoas – 73%). Acredita-se que isso dê credibilidade para as respostas coletadas na pesquisa. No entanto, mais da metade dos respondentes (45 pessoas – 59%) são profissionais da área de UX (arquitetos de informação e designers de interface) – entre eles, talvez, muitos do grupo do Facebook sobre design responsivo – e menos de um quarto são programadores (14 pessoas – 18%). Esses fatores oferecem a possibilidade de provocar algum tipo de viés nos resultados da pesquisa, pois existe o risco da visão de um grupo de profissionais, que é responsável por uma etapa do desenvolvimento do projeto de sites responsivos e dedicados, se sobrepor à visão do grupo de profissionais responsáveis pela outra etapa do projeto. Como cada grupo possui uma expertise diferente, as poucas respostas de programadores, talvez, tenham impedido a descoberta de algumas vantagens e desvantagens importantes em cada uma das abordagens.

De qualquer maneira, as vantagens e desvantagens apontadas pelos participantes, em relação aos sites responsivos e aos sites dedicados, vão de encontro às conclusões apontadas pelas referências bibliográficas analisadas (cerca de 25 artigos ou relatórios) e compiladas nos posts Site mobile responsivo ou site mobile dedicado: qual escolher? e Porque um site mobile dedicado pode ser melhor do que um site mobile responsivo.

As respostas do questionário on-line mostraram que um pouco mais da metade dos respondentes (46 pessoas – 55%) têm preferência pelo site responsivo. No entanto, apesar dessa preferência, acredita-se que isso seja resultado de um comportamento preconceituoso (não no sentido pejorativo da palavra, mas no sentido de ideias pré concebidas), pois houve casos em que as vantagens apontadas para os sites responsivos não demonstravam fundamentação ou embasamento. Algumas declarações me chamaram bastante a atenção em relação a isso, como, por exemplo, as apresentadas na tabela do apêndice 1.

Somado às opiniões sem fundamentação ou embasamento, muitos depoimentos também misturaram as características das 2 abordagens (responsiva e dedicada). Portanto, talvez alguns respondentes ainda não tenham clareza sobre as reais diferenças de cada uma dessas abordagens e estão apenas repetindo um discurso que é resultado de uma “modinha”, como as camisetas do Ramones que foram banalizadas no Rock in Rio, quando nenhuma “fã” vestindo a camisa sabia citar um disco ou sequer uma música da banda punk… A comparação é “grosseira” (para não dizer tosca), mas acho que consegue expressar o que eu estou tentando explicar, ou seja, às vezes, muitas pessoas tomam partido de algo sem realmente terem real noção do significado dessa coisa (será que a tabela do apêndice 1 traduz um pouco isso?).

Mas apesar dessas opiniões sem fundamentação, sem embasamento ou que misturam as características das 2 abordagens (mesmo quando os respondentes queriam ressaltar apenas os benefícios da abordagem responsiva), observou-se, através das respostas, que a maioria dos participantes indicou que possui experiência prévia no projeto de sites responsivos e/ou dedicados (84% dos respondentes já participaram de projetos de sites responsivos e 73% dos respondentes já participaram de projetos de sites dedicados). Portanto, há uma discrepância nos resultados obtidos, pois foram dadas respostas pouco embasadas e pouco fundamentadas que não condizem com uma maioria de respondentes que afirma possuir experiência prévia no projeto de sites responsivos e/ou dedicados.

Como o questionário foi construído de uma maneira que não permite a identificação do grau de participação dessas pessoas nos projetos de sites responsivos ou dedicados e nem o grau de experiência delas (ou seja, se a participação foi apenas em 1 projeto ou se foram em mais projetos), não generalizar os resultados parece ser o caminho mais prudente. Logo, concluiu-se que os dados coletados com o questionário não são suficientes para indicar se a preferência pelos sites responsivos é resultado da própria experiência dos respondentes (ou seja, pelo fato de já terem trabalhado com as 2 abordagens e realmente terem percebido os benefícios de uma em relação a outra) ou se eles estão, de fato, apenas repetindo um discurso da “moda”.

Independente da percepção, ou não, dos benefícios da abordagem responsiva, considera-se importante ressaltar que apesar da baixa preferência em relação ao sites dedicados, os resultados do relatório The Cisco Visual Networking Index (VNI) global mobile data traffic forecast update apontaram que os aparelhos básicos ainda são a grande maioria dos dispositivos de mão conectados (representando 82% do total). Além disso, uma pesquisa do Google concluiu que é necessário construir sites totalmente customizados para experiências de uso mobile, uma vez que os consumidores utilizam seus dispositivos móveis em contextos distintos do desktop (tarefas em smartphones, por exemplo, são diferentes daquelas realizadas em computadores desktop).

Gostaria de dizer que não sou contra o design responsivo. Acho ótimo ouvir (ou ler) argumentos que ressaltam as suas vantagens, como “future-proof layout” ou como “se adapta ao tamanho da tela de qualquer dispositivo”. Só que, muitas vezes, tenho a impressão de que vantagens como essas são ressaltadas, mas sem a reflexão necessária para responder perguntas como:

  • Por que o future-proof layout é bom para o site da minha empresa?
  • Por que o fato de se adaptar ao tamanho da tela de qualquer dispositivo é bom para o site da minha empresa?

É preciso ter em mente que, talvez, a estratégia da empresa seja oferecer funcionalidades e serviços diferentes em cada plataforma, não existindo a necessidade de operar através de uma interface que se adapte de um dispositivo para outro.

Portanto, minha recomendação é a seguinte: uma estratégia mobile deve considerar as diferenças de cada dispositivo ao invés de oferecer uma solução que apenas se adapte de uma tela grande para uma tela pequena. Dessa forma, a abordagem responsiva só deverá ser utilizada caso traga, de fato, benefícios para essa estratégia mobile do produto e da empresa. Traduzindo: é preciso enxergar o design responsivo através de uma perspectiva crítica, onde se conhece os seus reais benefícios, de forma bem fundamentada e embasada, ao invés de propagar opiniões sobre essa abordagem sem (nem sempre) conhecer suas reais vantagens e desvantagens. Essa recomendação vai de encontro às ideias contidas no artigo Responsive web design is not the future, que mostra que um dos perigos das ideias pré concebidas, que aclamam o design responsivo como a solução do futuro, é o fato de que as inovações que vão além dele podem estar sendo negligenciadas. É preciso evitar que outras alternativas ou técnicas sejam descartadas prematuramente.

Essa pesquisa foi uma tentativa de contribuição para esclarecer quais são as vantagens e desvantagens das abordagens responsiva ou dedicada e, consequentemente, auxiliar na escolha de uma abordagem em relação à outra. Entre os resultados obtidos, observou-se que a resposta “depende”, dada para a pergunta se você tivesse que começar o projeto de um site para smartphones, qual opção escolheria?, foi escolhida por 40% dos respondentes. Logo, um pouco menos da metade dos participantes já está ciente do fato de que o objetivo do site irá determinar qual opção é melhor (responsiva ou dedicada). Mesmo que ainda não em sua maioria, arquitetos de informação, designers de interfaces e programadores, parecem estar atentos à necessidade de uma visão crítica, reflexiva, fundamentada e embasada na hora de escolher a abordagem responsiva ou dedicada (e espera-se que isso se torne algo cada vez mais comum).

DESDOBRAMENTOS FUTUROS

Independente dos resultados e conclusões obtidas, toda pesquisa deixa algumas lacunas que podem ser melhor exploradas em uma oportunidade futura. Por isso, vale a pena considerar alguns pontos como desdobramentos futuros para esta análise sobre as vantagens, desvantagens e preferência pelos sites responsivos ou dedicados, a partir do ponto de vista de arquitetos de informação, designers de interfaces e programadores.

Em primeiro lugar, como grande parte dos respondentes era formada por arquitetos de informação e designers de interfaces, seria interessante conseguir mais respostas de programadores. A opinião desses profissionais seria fundamental para esclarecer as questões relacionadas à complexidade (ou não) do código responsivo, para esclarecer as questões relacionadas ao tempo necessário para a implementação do mesmo e para esclarecer se há alguma diferença de visão (em relação aos arquitetos de informação e aos designers de interfaces) sobre as vantagens e desvantagens de cada uma das abordagens (responsiva ou dedicada).

Além disso, também seria interessante cruzar as respostas sobre a preferência pela abordagem responsiva ou dedicada, com as respostas sobre a experiência profissional dos respondentes nesse tipo de projeto. Não se sabe o motivo da discrepância das respostas sem fundamentação ou embasamento sobre as vantagens dos sites responsivos, uma vez que a maioria dos respondentes relatou possuir experiência prévia com projetos de sites responsivos e dedicados para smartphones. Isso é uma questão que merece uma investigação mais aprofundada, na tentativa de se chegar à uma conclusão definitiva. Sugere-se que pesquisas futuras incluam perguntas que permitam a identificação do grau de participação dessas pessoas nos projetos de sites responsivos ou dedicados, ou seja, se foram em muitos projetos ou em poucos projetos e como foi a forma de atuação em cada um deles.

A confusão de alguns respondentes para identificar quais são as diferenças entre as abordagens responsiva e dedicada também é um bom tema para uma futura pesquisa. No questionário, por exemplo, várias pessoas apontaram vantagens que são dos sites dedicados como se fossem vantagens dos sites responsivos. Essa confusão também foi um ponto discrepante e ficou pouco compreendido, já que a maioria dos respondentes relatou possuir experiência prévia com projetos de sites responsivos e dedicados para smartphones.

A maioria dos respondentes apontou a abordagem dedicada como pior, mas será que existe uma visão preconceituosa em relação a essa abordagem dedicada e que não corresponde à realidade? Essa é uma outra questão que merece um aprofundamento.

Por último, mas não menos importante, essa pesquisa buscou apenas a opinião de profissionais, porque havia o interesse de entender como as pessoas envolvidas nesse tipo de projeto compreendem cada uma dessas abordagens e seus benefícios. No entanto, também seria interessante pesquisar se os usuários percebem alguma diferença entre as abordagens responsiva e dedicada, sendo capazes de apontar as vantagens e desvantagens de cada uma delas, assim como as suas preferências (ou não) por uma em relação a outra.

APÊNDICE 1

O apêndice 1 apresenta as declarações dos respondentes (coletadas através do questionário on-line) sobre as vantagens dos sites responsivos em relação aos sites dedicados (para esses respondentes, os sites responsivos possuem mais vantagens e, consequentemente, são melhores do que os sites dedicados). No entanto, as vantagens descritas pelos participantes da pesquisa não demonstravam fundamentação ou embasamento. Por isso, decidiu-se apresentar essas declarações em forma de tabela, onde a coluna 1 contém a opinião dos respondentes e a coluna 2 contém uma crítica, explicando porque considera-se cada declaração sem fundamentação ou embasamento.

DECLARAÇÕES DOS RESPONDENTES PORQUE CONSIDERA-SE AS DECLARAÇÕES SEM FUNDAMENTAÇÃO OU EMBASAMENTO
“A adequação do conteúdo em sua aparência faz com que haja maior interesse por parte do usuário e alcança a entrega da mensagem em sua totalidade”. Apesar de eu já ter lido diversas vezes que o look & feel possui um papel determinante no engajamento de usuários em uma interface, acho que não podemos generalizar essa afirmação. É preciso investigar mais a fundo os fatores que são capazes de motivar as pessoas a usar algo. O Facebook é um grande exemplo para mim, pois acho a interface feia e confusa! Mas continuo usando porque todos meus amigos estão lá… Além disso, a aparência da interface pode até ajudar em um maior interesse ou engajamento, mas não há base para afirmar que isso será capaz de garantir a entrega da mensagem em sua totalidade.
“Em comparação ao site não mobile, é melhor, pois facilita o acesso à informação”. Também não há base para afirmar que o site responsivo facilita o acesso à informação. Eu, por exemplo, penso totalmente o contrário, pois como o site dedicado é otimizado para smartphones, o acesso à informação (teoricamente) é muito mais fácil e rápido. No entanto, o mais importante é ter em mente que a facilidade de acesso à informação não depende da abordagem responsiva ou dedicada. Isso é muito mais uma questão de como a interface é projetada.
“Do ponto de vista do usuário (pois sou grande consumidor de sites pelo meu celular), cito facilidade, pois tudo encontra-se em um único domínio”. O fato de tudo se encontrar em um único domínio pode ser um grande facilitador para o compartilhamento do conteúdo ou para favoritar esse conteúdo. Os benefícios para SEO também podem ser apontados como uma grande vantagem nesse caso. No entanto, em relação à navegação propriamente dita, o domínio único não parece oferecer um grande diferencial, até porque os redirects podem resolver facilmente a mudança de um domínio para o outro.
“Se acessado de um local que possua uma conexão boa, ele te dá o conteúdo completo”. A entrega do conteúdo completo também não depende somente da conexão. A sua conexão pode ser ótima, mas você pode continuar não conseguindo acessar o conteúdo completo por uma simples razão: o projeto pode estar mal executado e a informação pode estar escondida em várias “camadas” de telas, mais profundas na estrutura hierárquica da interface. Além disso, volto a citar a forma otimizada como os sites dedicados são construídos. Isso, por si só, (teoricamente) garante a entrega do conteúdo completo, mesmo com velocidades de conexões ruins.
“Preserva todas as funcionalidades e conteúdos do site original”. O fato de preservar todas as funcionalidades e conteúdos do site original não são, necessariamente, uma vantagem. Se as pessoas utilizam dispositivos diferentes com propósitos diferentes, por que deveriam acessar e ver os mesmos conteúdos em devices distintos? No caso de smartphones, pelo fato de terem as telas menores, velocidades de conexões piores que as dos computadores desktop e serem bastante utilizados fora de casa, talvez a melhor abordagem seja entregar menos conteúdo e menos funcionalidades, de uma forma muito mais otimizada do que no desktop. Eu citei um exemplo disso no post Porque um site mobile dedicado pode ser melhor do que um site mobile responsivo: ao acessar o site de uma companhia aérea em uma tela pequena de um smartphone, por exemplo, o usuário quer objetividade e rapidez. Se ele está a caminho do aeroporto, tentando consultar o portão de embarque do seu vôo, ter que navegar por várias informações até achar os horários e portões dos vôos é a última coisa que ele deseja.
“É uma forma de economizar dinheiro com o projeto, trazendo um resultado quase igual ao site mobile”. Não tenho certeza se a abordagem responsiva é uma forma de economizar dinheiro com o projeto. Tudo o que eu li sobre o assunto apontava que, em um primeiro momento, se gasta mais dinheiro com a abordagem responsiva, pois é preciso desenvolver um código mais complexo e, consequentemente, é necessário gastar mais tempo para implementar esse código. Os próprios respondentes do questionário on-line apontaram que os sites responsivos são mais difíceis de aprender, mais demorados para implementar e mais complexos… Em contrapartida, eu li vários artigos que relatam que a abordagem responsiva se mostra mais econômica a longo prazo, quando só é preciso mexer no código uma vez para refletir mudanças, ajustes e/ou melhorias em diversos devices ao mesmo tempo.
“Fácil navegação, mais objetivo e interface melhor para o usuário”. Facilidade de navegação e interface melhor não dependem da abordagem responsiva ou dedicada. Isso é muito mais uma questão de como a interface é projetada.
“Em um site moblie, você vai criar uma URL diferente para fazer praticamente a mesma coisa que um responsivo. Trocando em miúdos, as várias resoluções não compensam um site mobile”. Considero a afirmação ao lado bastante tendenciosa. Talvez haja sim alguma compensação no uso do site dedicado. Se você, ou sua empresa, por exemplo, necessita de uma estratégia mobile-first ou precisa de curto tempo entre concepção e lançamento, a abordagem dedicada é mais indicada. Esse mesmo caminho é recomendado quando há a necessidade de uma versão mobile para um site que já existe ou quando há necessidade de baixo custo de design e desenvolvimento, por exemplo. É sempre bom tentar pensar nas diferentes tarefas que o usuário terá que realizar em cada dispositivo. E se essas tarefas em cada dispositivo forem bastante diferentes, então a versão dedicada pode ser o melhor caminho. O post Site mobile responsivo ou site mobile dedicado: qual escolher? apresenta informações sobre isso e pode ajudar a esclarecer um pouco mais o assunto.
“Não aumenta os custos de tempo de um projeto”. É complicado afirmar algo desse tipo sem analisar todas as variáveis envolvidas durante o desenvolvimento de um projeto. Talvez o respondente afirme isso por já ter vivenciado essa situação na prática. No meu caso, pelo menos dos projetos em que participei, eu acabei observando o contrário: a abordagem responsiva sempre exigiu mais tempo e esforço para adaptar o código para diferentes dispositivos (e, muitas vezes, quando se acertava o código para um aparelho, a interface aparecia “quebrada” em outro). Também pude perceber a mesma situação relatada em diversos artigos sobre as vantagens e desvantagens de cada uma das abordagens (responsiva ou dedicada).
“Página teoricamente mais leve, conteúdo mais fácil de ler e navegação mais fácil”. Tendo como base todos os artigos que eu li sobre as diferenças entre as 2 abordagens (responsiva vs. dedicada), essas são, justamente, as características dos sites dedicados, que são otimizados para smartphones em função das suas telas menores e velocidades de conexão piores (se comparadas com a dos computadores desktop). Portanto, o respondente que fez a declaração ao lado possui uma visão das vantagens dos sites responsivos que não correspondem com o que é relatado por diversos artigos sobre o assunto.
“É mais fácil projetar a experiência considerando o comportamento de uma forma sistêmica do que em projetos isolados”. Ao meu ver, isso depende muito do tipo de projeto que está sendo realizado, dos objetivos envolvidos, do contexto, etc. Tenho a visão de que é mais sensato analisar caso a caso ao invés de generalizar.
“A diversidade de devices, atualmente, torna quase impossível projetar interfaces específicas para cada uma delas”. Isso é verdade. Mas, para mim, a grande questão é a seguinte: realmente é necessário projetar interfaces que se ajustam à cada dispositivo? Conforme eu já afirmei anteriormente, as pessoas utilizam dispositivos diferentes com propósitos específicos em cada um deles e, por isso, não deveriam fazer as mesmas coisas em devices distintos. Eu escrevo isso com base em uma pesquisa do Google, realizada em agosto de 2012 (você pode encontrar mais informações sobre isso no post Estudo do Google sobre o novo universo de multidispositivos de mídia: compreendendo o comportamento de consumo através de plataformas convergentes), que mostrou que os consumidores utilizam seus dispositivos em vários contextos distintos. Como conclusão, o Google recomenda que as empresas deveriam construir experiências específicas em cada canal, otimizando essa experiência para cada dispositivo diferente. Segundo essa estratégia, os consumidores poderão encontrar rapidamente o que procuram, através de um caminho simplificado para a conversão.
“Navegação e conteúdo ajustados e priorizados para a realidade do navegador móvel”. Apesar do respondente ter feito a afirmação ao lado para ressaltar as vantagens que ele enxerga nos sites responsivos, considero que a mesma não pode ser aplicada à esse tipo de site. Se a abordagem responsiva opera a partir do princípio de que a interface irá se ajustar a qualquer tipo de dispositivo, é contraditório afirmar que os conteúdos são ajustados e priorizados para os devices móveis. Isso seria uma justificativa mais coerente para o caso da abordagem dedicada. Além disso, ajustar e priorizar conteúdos para um navegador móvel, ao meu ver, é algo maior do que simplesmente escolher entre responsivo ou dedicado. Isso é muito mais uma questão de como a interface é projetada, independente da abordagem utilizada.
“Adaptação das interações para interações utilizando arrastar e clicar (sem mouse over) e tamanhos de botões”. Esse tipo de vantagem também não depende da abordagem responsiva ou dedicada, pois é muito mais uma questão de como a interface é projetada. Além disso, se a maioria dos smartphones, hoje em dia, funciona através de touch-screen, as interações “arrastar e clicar” e o tamanho dos botões não deveriam ser encarados como vantagens, mas como requisitos da interface.
“UX mais adequada com a distância de leitura e demais variáveis de uso do utilizador para cada dispositivo”. Sim, isso pode ser uma grande vantagem! Só é preciso ter em mente que, talvez, algumas interfaces não funcionem conforme o esperado, devido a variedade de dispositivos e sistemas operacionais ou, simplesmente, pelo fato de um device qualquer não ter sido considerado (ou seja, não há uma linha de código sequer, para fazer a interface se adaptar à esse device). Nesses casos, o resultado poderá ser um verdadeiro desastre para a UX.
“Menos códigos para manutenção posteriormente”. Será? Dos muitos artigos sobre design responsivo que eu li, vários relataram que essa abordagem requer a utilização de mais código para a interface poder se ajustar à todas as variações de dispositivos. Os próprios respondentes do questionário on-line afirmaram que a manutenção do responsivo é uma desvantagem, pois o código é mais complexo. Além disso, alguns desenvolvedores também já me relataram isso espontaneamente (não através do questionário utilizado para essa pesquisa, mas no dia-a-dia, em reuniões de trabalho para discutir projetos cuja abordagem era responsiva).
“Obriga os designers e arquitetos a manterem familiaridade entre as plataformas, o que ajuda na experiência”. O fato dos arquitetos de informação e designers de interfaces manterem familiaridade entre as diferentes plataformas não garante uma melhor experiência. Se eles forem profissionais ruins, inexperientes ou pouco embasados, a familiaridade com as diversas plataformas não ajudará em nada. Mesmo que eles sejam experientes, muito bem embasados e especializados, também há o risco deles projetarem interfaces que não são totalmente adequadas aos usuários de um determinado dispositivo. Os arquitetos de informação/designers de interfaces e os usuários pensam de maneiras distintas. Por isso é tão difícil prever quais decisões de projeto terão efeito sobre o comportamento de uso. Nem sempre o que agrada os arquitetos/designers é bom para o usuário real da interface. Além disso, arquitetos de informação/designers de interfaces tendem a projetar para si mesmos (ou seja, com base na sua própria experiência de uso – e isso acontece sem querer), devido a sua expertise e a sua visão particular da interface. Isso pode resultar em problemas de usabilidade.
“Melhor experiência do usuário”. Considero que a vantagem descrita ao lado, além de vaga é enviesada, pois uma melhor UX não depende da abordagem responsiva ou dedicada. Ambas podem oferecer tanto resultados ótimos quanto péssimas experiências. Tudo é uma questão de como a interface é projetada.

APÊNDICE 2

O apêndice 2 apresenta uma compilação das opiniões de programadores, arquitetos de informação e designers de interfaces sobre as vantagens e desvantagens dos sites responsivos ou dos sites dedicados.

Vantagens dos sites responsivos

“Facilidade na manutenção, pois possui apenas um ambiente de desenvolvimento – tudo estará em um mesmo lugar, ao invés de 2 versões da mesma coisa (um único código HTML, só mexendo nas adaptações necessárias para o mobile)”.

“Mais barato que manter 2 sites diferentes – desenvolvimento único de código e arquitetura e reaproveitamento modular do front-end: HTML, CSS e JavaScript”.

“Conteúdo mais completo – preserva todas as funcionalidades do site original”.

“Consistência entre diferentes dispositivos – mantém intacta a qualidade de exibição de informações”.

“A partir de uma URL, o cliente consegue encontrar a mesma informação em diferentes plataformas – não existe a necessidade de domínios separados, como “site.com”, “m.site.com”, “tv.site.com” e “geladeira.site.com”.

“Facilidade para o usuário compartilhar e favoritar”.

“Experiência compartilhada entre diferentes dispositivos – se adapta a qualquer tipo de tela de qualquer tamanho, em diferentes tipos de dispositivos – telas horizontais e verticais, resoluções cada vez maiores e diversidade”.

“Pode ser consumido não somente por desktops e smartphones, mas também em televisores, consoles de games, etc., além de estar preparado para qualquer dispositivo que a indústria inventar – independente de tecnologia ou sistema operacional”.

“É possível priorizar os assuntos com mais relevância em determinado device”.

“Acesso a todos os dados de analytics utilizando apenas um perfil”.

“Melhor para SEO – evita conteúdo duplicado”.

“Future-proof layout”.

“Uniforme – a experiência do usuário não sofre grandes alterações, independente do dispositivo acessado”.

“Maior reconhecimento do branding pelo usuário”.

“Possibilidade de elaborar a arquitetura do smartphone, tablet e web ao mesmo tempo”.

“Não há necessidade de preocupação com atualização em diferentes lugares”.

Desvantagens dos sites responsivos

“Poucos sites oferecem imagens ajustadas para o layout responsivo. A técnica aplicada pela maioria dos sites está apenas no estilo das páginas (CSS), onde ajustam dimensões, ocultam conteúdos desnecessários e redimensionam as imagens. Dessa forma, um site responsivo acaba exibindo pouco conteúdo, em relação ao desktop, mas com o mesmo peso de um desktop – o mesmo código tem que performar em um device com conexões mais lentas (se acessado a partir dos 3Gs daqui do Brasil, pode oferecer uma experiência negativa)”.

“Causa perda excessiva de dados, congestionamento da rede mobile e uso desnecessário de processamento do dispositivo”.

“Carregamento de recursos que não serão usados, pois acabarão escondidos”.

“Gasta mais tráfego, pois requer mais scripts”.

“Limitações de conteúdo, em função dos tamanhos das telas, da capacidade do aparelho e das redes”.

“Dependendo do tamanho da tela, o usuário desejará ver o site tal qual no browser desktot (por causa do costume de encontrar links ou executar determinadas ações)”.

“Grande volume de informações que fogem ao contexto do uso rápido e focado que acontece no smartphone – não permite que o usuário tenha a experiência totalmente adequada ao contexto mobile em que ele está”.

“A curva de aprendizado é maior do que em sites específicos para mobile”.

“Mais dificil de desenvolver do que um site comum de largura fixa – se a empresa precisa de agilidade, responsivo pode não dar a velocidade de entrega que ela precisa”.

“Mais tempo no planejamento de layout”.

“Tempo de desenvolvimento maior, pois o site precisa ser pensado e desenvolvido adaptativamente. Dependendo do escopo, prazo e custo do projeto, a responsividade fica inviável”.

“A diagramação da página fica engessada numa solução que pode não ser a melhor para mostrar a informação”.

“Muitas vezes, força o usuário a dar um zoom, que em muitos dispositivos (principalmente qwerty) se torna um trabalho bastante ingrato e chato. Temos visto muitas soluções interessantes tecnicamente, mas que tornam o conteúdo feio, sem opções de layout inteligente”.

“É mais restrito, pois não se pode desenvolver muitas coisas específicas para cada device. Com a fragmentação dos aparelhos com Android, não é possível ter a certeza de que o produto desenhado/desenvolvido será visualizado corretamente”.

“A visão ampla de experiência desktop e mobile pode ocultar necessidades específicas de um usuário mobile (recursos de geolocalização, entrega de informações de forma rápida para os usuários mobile e etc.)”.

“Generaliza as funcionalidades, não explorando o diferencial de cada tipo de aparelho ou OS, além de demandar muitas horas de testes para atender vários dispositivos e resoluções”.

Vantagens dos sites dedicados

“Simplicidade da navegação, otimização de conteúdo e assets para os dispositivos. Um site pensado para mobile tem o conteúdo reduzido – cortando tudo o que for ‘extra’ “.

“A entrega de informações é bem mais rápida – prioriza as funções importantes e destaca a chamada e o caminho para acessá-las (otimização da hierarquia de informação)”.

“Mais qualidade para o usuário – é melhor do que abrir uma versão desktop no dispositivo móvel”.

“Possui menos código e scripts, reduzindo consideravelmente o peso do site – essa otimização específica para o mobile resulta em maior velocidade e maior adequação para conexões lentas”.

“Site feito especificamente para smartphones, sem dados desnecessários ou excessos, entregando exatamente o que deve ser exibido no dispositivo”.

“Mais fácil de desenvolver, utilizando linguagens nativas como Java, por exemplo, conseguindo o máximo de aproveitamento da mesma”.

“Permite a criação de uma experiência mobile para um site cuja versão desktop é tão complexa que adaptá-la para o responsivo seria bem complicado”.

“É mais fácil de projetar e o desenvolvimento é mais rápido, ágil e em curto prazo (cria-se apenas 2 versões que não precisam ser ‘iguais’ – uma mobile e uma web) – não existe a preocupação de fazer um único HTML/CSS que funcione em todas as telas”.

“Maior controle da experiência e do que será consumido pelos usuários”.

“Maior controle da performance e tempo de carregamento do conteúdo”.

“Simplificação da navegação e conteúdo ajustado (ou customizado) ao tipo de aparelho/sistema – considera e prioriza conteúdos específicos para os momentos em que o usuário precisa de uma informação mais rápida”.

“É mais enxuto, pode-se fazer uma versão somente com o essencial (conteúdo focado para o uso do dispositivo), e utiliza os recursos específicos dos devices”.

“Maior acessibilidade em relação aos elementos que são específicas do mobile. Por exemplo: tamanho dos botões, modais, etc”.

“Obriga a equipe a seguir a linha de mobile first, trabalhando com performance e foco em atender diversos dispositivos (não só iPhone)”.

Desvantagens dos sites dedicados

“Outro projeto inteiro para dar manutenção – mais trabalho e custo pra manter”.

“Mais de uma URL para o mesmo conteúdo. Além disso, um determinado conteúdo pode estar disponível para desktops porém, pode não existir para mobile”.

“URLs diferentes dificultam compartilhamentos e navegação multidispositivo – um link compartilhado na timeline do Facebook, por exemplo, será mobile (m.qualquercoisa.com) e quem acessar pelo desktop verá uma versão inapropriada para o dispositivo em questão”.

“Risco de duplicação de conteúdo, prejudicando a indexação e o SEO (solução para o problema: usar uma tag no código, informando a página de preferência para indexação)”.

“Perda da identidade visual com que os heavy users estão habituados”.

“É feio”.

“Fica preso a um único tipo de dispositivo, tornando-se inviável utilizá-lo em dispositivos medianos (entre tablets e smartphones ou smartphones de alta resolução)”.

“Geralmente, não apresentam todo conteúdo do site ‘normal’, não são ajustados, nem flexíveis, não funcionam da mesma maneira em qualquer resolução e dispositivo – visualização e navegação limitada (não traz o conteúdo completo do site desktop)”.

“Pode deixar de fora funcionalidades que foram projetadas para a versão desktop, o que pode impactar negativamente a experiência de navegação”.

“Terá a necessidade de múltiplos layouts, com códigos para diferentes tamanhos”.

“Muitas vezes, quando se entra em um site através de uma das telas internas do portal, não há o redirecionamento para a versão “m.com” (às vezes, nem existe a mesma tela na versão mobile)”.

“Existe um custo de operação de alinhamento entre equipes mobile vs. desktop – o que pode gerar experiências muito diferentes em cada device”.

APÊNDICE 3

O apêndice 3 apresenta uma compilação das opiniões de programadores, arquitetos de informação e designers de interfaces sobre as suas preferências pelos sites responsivo ou sites dedicados.

Sem preferência definida: depende do objetivo do site

“Depende do tipo de site, da complexidade e do tempo. Por exemplo, um site de serviços (banco, horário de cinema, etc.) provavelmente seria ‘m.com’, enquanto um site noticioso seria responsivo. Cada projeto precisa ser pensado individualmente”.

“Sites que brigam por relevância nos buscadores devem ser planejados para esse fim, observando URLs a serem indexadas, além de outros fatores que devem ser levados em conta. Nesse caso, não usaria site mobile. Faria resposivo ou manteria a versão desktop. Projetos de blog são boas opções para ter uma versão mobile, pois o post em si não depende de outros elementos da página”.

“Preciso ver o que o meu cliente quer e o porque de ter um site responsivo/mobile. A melhor opção é sempre a que se enquadra às necessidades da empresa que desfruta do site – o target é quem define”.

“Não precisa de justificativa, cada projeto é um projeto. O tipo de conteúdo e interações necessárias são fundamentais para a escolha de qual tipo de abordagem é melhor. Não existe uma regra fixa. Muitas propostas não podem ser iguais em mobile e web. Tudo depende do conteúdo e formato que será desenvolvido”.

“É preciso entender do que se trata o site e se as funcionalidades contempladas no desktop são essenciais pra quem usa mobile. Em muitos casos, o conteúdo mobile precisa ser focado em situações específicas, diferentes do site visualizado num desktop. É preciso avaliar as necessidades de cada momento e perfil de uso”.

“Algumas perguntas cruciais podem definir a melhor escolha. Qual a estratégia da empresa? Atender um grande numero de celulares? Atender somente os principais devices? Respondendo estas perguntas, fica mais fácil escolher. Escopo, comportamento e cliente de cada projeto determinam a abordagem a ser adotada. Não se pode tomar uma decisão sem pensar no objetivo, custo e prazo do projeto”.

“É preciso ver o que o cliente quer e o ‘por que’ de ter um site responsivo/mobile. A melhor opção é sempre a que se enquadra às necessidades da empresa que desfruta do site – o target é quem define”.

Preferência pelos sites responsivos

“Pela facilidade de desenvolver uma única vez e pela facilidade para dar manutenção no projeto. Além disso, o site responsivo é muito mais ‘limpo’, pois usa somente uma URL e um único código”.

“Site responsivo é ‘à prova de futuro’. Não importa como e onde o usuário irá consumir o conteúdo, o mesmo deve estar disponível em todos os dispositivos”.

“O responsivo começa a ser a solução mais genéria e padrão, enquanto o mobile passa a ser exceção”.

“Acredito que as vantagens são maiores no caso do design responsivo, apesar de generalizar o conteúdo do site, em relação ao site mobile. O design for all (desenvolver o site como um só – 1 size fits all) é uma tendência”.

“Apóio o design responsivo, desde que seja realizado um belo trabalho de ajuste de performance por plataforma (evitando carregamentos desnecessários)”.

“Se adapta a todos os devices, que hoje extrapolam o desktop e o mobile, a exemplo do tablet – é uma solução multiplataforma, que não fica restrita ao ambiente móvel”.

“Hoje, trabalhamos com sites para smartphones (telas de até 4 polegadas), tablets (telas de até 11 polegadas) e desktops. Mas as smart TVs estão à nossa porta e logo teremos que nos preocupar com telas de 30, 40 ou até 50 polegadas”.

Preferência pelos sites dedicados

“O site dedicado é projetado para uso mobile. O responsivo pode até ser, mas não vai comportar todas as mudanças necessárias para se adequar totalmente ao contexto”.

“É melhor fazer um site focado em funcionalidades e usabilidade para smartphones”.

“É melhor filtrar as funções, visando a usabilidade de acordo com a plataforma. Também acho válido dar a opção de acesso ao site responsivo e ao site dedicado, sendo que o primeiro acesso sempre deve ser iniciado pela opção dedicada”.

ALGUNS LINKS QUE PODEM AJUDAR A TIRAR MAIS ALGUMAS CONCLUSÕES

One thought on “Resultado da pesquisa sobre sites responsivos vs. sites mobile

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